CONTINUUM s.m.
[Do latim continuus
[forma neutra], "contínuo" < continere "manter junto,
restringir" < tenere < PIE ten "esticar"]
- A humanidade (incluindo senciência
não humana) capaz de saltar e a estrutura social que a mantém unida.
- A totalidade da senciência ao
longo do espaço-tempo, mais especificamente aquela que é usada para manter
a existência.
Traduzi a entrada
dicionarizada acima diretamente do livro base. P não perder o embalo, vou
traduzir o ótimo resumo q a página da Wikipédia faz do jogo, c comentários
pertinentes e impertinentes meus entre colchetes [gosto de colchetes]:
“O Continuum – a principal civilização
saltadora [então quer dizer q há outras? Catapimbas!] – se estende por
toda a história humana (embora a sociedade pós-humana dos enigmáticos Inheritors,
ou “Herdeiros”, faça fronteira c o Continuum nas duas pontas do tempo). A
prioridade dessa civilização é aumentar o conhecimento e aceitação da viagem no
tempo da espécie humana, de modo que, quando a viagem no tempo for descoberta e
anunciada (aproximadamente em 2222 d.C.), os humanos estejam prontos p ela e p dar
o próximo passo da sua evolução (tornarem-se os Herdeiros [se era p revelar
isso aqui, então pq usar o adjetivo “enigmáticos” lá no começo do texto? alô,
editor!]). Outra preocupação central do Continuum é realizar a documentação
completa da história.”
Ao q eu acrescentaria:
“...e a “moldagem” de
sociedades inteiras – atividade q constitui um metajogo, ou seja, um jogo
dentro do jogo chamado Greatest Game (O Grande Jogo), sobre o qual falaremos
no “devido tempo” (ba dum tss).
Eu temia q alguém perguntasse
“mas pq fazer a documentação completa da história, Fábio?”, pq eu teria de
responder q n faço a menor ideia e passar vexame, mas na vdd acabei de
descobrir q entendi isto: há várias razões, porém a mais interessante e
importante é q registros completos e minuciosos da história total de todas as
nações (veja-se Sociedades, adiante) simplesmente facilitam, quando n garantem,
q o Continuum localize rapidamente qq alterações da linha do tempo, por menores
q sejam, e saltadores apareçam por lá p arrumar a bagunça.
CIVILIZAÇÃO s.f.
[francês antigo < latim civis
"cidadão" < "membro de uma família"]
Para os enaltecidos, o
período abrangente dominado por uma espécie ou subespécie particular, em
oposição a apenas uma cultura.
Exemplos de civilizações: Antedesertium,
as Sociedades, os Herdeiros.
Então existe o Continuum, q é
“a estrutura social que mantém unida a humanidade capaz de saltar”, existem outras
civilizações humanas (é claro), mas nos limitemos às outras civilizações humanas
saltadoras. P mim, a mais fascinante (de longe) e tb aquela c o nome mais
estiloso (bem ph0d@, na real) é o Antedesertium, nada mais nada menos q a
civilização dos narcisistas:
Antedesertium s.m.
[Do latim "a terra antes
do tempo do deserto"]
O império narcisista que representa a maior ameaça ao Continuum. Floresceu por volta de 18.000 a
13.557 a.C.
Tornarei a falar sobre o Antedesertium na parte da resenha destinada a esses antagonistas.
As chamadas Sociedades, por sua vez, correspondem, grosso modo, às nações – estados, reinos, países, povos – de todas as épocas; mais especificamente àquelas localizadas entre o Antedesertium e os Herdeiros, ou seja, todas as nações humanas (sim, existiram nações pré-humanas primitivas e avançadas em Continuum, mas esse é um tópico de dezenas q n vou cobrir nesta resenha, do contrário ela n terá uma dezena de partes e sim uma centena, e, “mais dia menos dia” eu preciso voltar a trabalhar no Hostis, catrâmbias! [é, ando roubando interjeições do Evandro Affonso Ferreira e nem sou paarente ou amigo dele nem nada]), retomando, as Sociedades importam tanto em/para o Continuum – q esclarecendo, engloba tanto as Sociedades quanto os Herdeiros e outras civilizações saltadoras aliadas, humanas e inumanas – pq constituem o “tabuleiro” vivo onde os saltadores de salto (nível) 4 jogam o já citado Grande Jogo.
(Pois é, de novo esse tal
Grande Jogo e nada de eu explicar q raios e trovões é essa joça. Acostumem-se:
como eu já estou careca de repetir, o Continuum tem o cenário mais complicado q
eu já vi, confesso q há conceitos ali q ainda n entendi, digamos, hmm... 10% -
não, não faltou um zero aí –, outros q se confundem e, acredito eu, n são
explicados c clareza, ou pq os autores mandaram mal no texto ou pq eles
próprios n entendiam direito o q tinham criado [mto possível] ou pq tinham
fumado um [quase certo].
E eu escrevi todo o parágrafo
anterior só p justificar o constante adiamento de assuntos e definições – ô
jogo complicado do carolho! –, embora na vdd esse adiamento todo é bait na
superfície e, lá no fundo e de forma mto sofistica – parabéns p mim –, mimese
da própria atividade de viagem no tempo, em q causas e consequências nem sempre
ocorrem nessa ordem [agora chega, Fábio, pode ser? Pode].)
Já os herdeiros – última
civilização saltadora da qual tratarei aqui – são “ao mesmo tempo” (“há, glu
glu, ié ié”, como guincharia o saltador Serginho Malandro da Sociedade Brasil
do séc. XX) tanto os predecessores quanto os sucessores da humanidade, ou seja,
são o resultado da nossa evolução – os “humanos do futuro” – e, como viajam no
tempo, tb estão presentes desde o passado remotíssimo do universo até o ano de
18.000 a.C, sendo proibido a todos os saltadores das Sociedades saltar p além
do “espaço-tempo” das Sociedades, isto é, p as eras passada e futura q os
Herdeiros habitam.
Até o ano 2222 os Herdeiros
mantém a viagem no tempo em segredo, mas desde sempre vêm preparando a
humanidade p a revelação, o q inclui, num lance “metanarrativo” já realizado c
mais sucesso e criatividade pelo Castle Falkeinstein em 1994 (lembremos,
Continuum é de 99, e tb pretendo resenhar o CF), o lançamento do RPG Continuum
dentro do mundo ficcional, o q implica q, se vc tem, leu, jogou ou joga
Continuum, raro leitor, pode ser q a “qq momento” (“salsi fufu, ié ié”) vc
receba a visita de seu elder gemini, ou gêmeo sênior (um dos seus “eus”
futuros, num chamado “incidente gemini” – mais a respeito na parte da resenha q
trata da viagem no tempo e suas complexidades e conundrums [esta palavra é tão estranha
e adequada ao seu significado q é uma das poucas q prefiro manter em inglês em
vez de traduzir como enigma ou dilema]).
Como Mors Rattus escreve em
sua gigantesca resenha sobre Continuum em https://writeups.letsyouandhimfight.com/mors-rattus/continuum-roleplaying-in-the-yet/ (slk, o cara praticamente refraseou o livro inteiro):
“Os Herdeiros são
super-humanos, superando até mesmo os Enaltecidos [os saltadores vão de capacidade
de “salto” – ou nível – 1 a 5, sendo os Enaltecidos os de nível 5].
Fisicamente eles se assemelham aos grays – isso porque eles são os grays,
que por sua vez são descendentes dos humanos. O livro nos repreende por sermos
tolos em pensar que fossem outra coisa, já que são humanoides. Na verdade, a
maioria dos alienígenas está relacionada a nós, pois os Herdeiros colonizam o
espaço através do tempo. Eles se esforçam muito para impedir que alguém
suspeite quantas espécies ‘alienígenas’ existem em nossa era aí pelo universo,
graças aos seus esforços de colonização.
“Além disso, eles caíram em
Roswell. Um deles foi atingido por um rifle e morreu, e [por ter vindo do
futuro] sabia que isso tinha de ocorrer porque estava historicamente
registrado.”
Isso nos trás de volta à
questão do determinismo em Continuum e às questões relacionadas do
livre-arbítrio, obediência, rebelião, conformismo, autoilusão, sacrifício e
outras tantas, pano p mta manga, manga esta q começou a ser tecida (e
destecida!) na primeira parte desta resenha e continuará até a última, trama cujas
implicações pretendo explorar n só dentro do mundo do jogo, mas tb no mundo
“real” e, principalmente, no q implica em uma narrativa interativa,
improvisacional e aberta como o RPG, traçando “controversos” ou até “perigosos”
paralelos entre o papel de narrador ou “mestre” do jogo como “diretor e árbitro”
das ações dos jogadores e o dos Herdeiros como diretores e árbitros dos
saltadores e, em última instância, da humanidade e de toda a vida em todas as
épocas e lugares.
Em jogo, já se percebe, os
Herdeiros são o deus ex machina supremo: sendo efetivamente omniscientes,
omnipresentes e omnipotentes, são, sem nenhum favor e simples assim, deuses; e deuses
ourobóricos, aparentemente um caso em escala cósmica do paradoxo de bootstrap,
aquele em q p pular uma cerca o sujeito puxa a gola do próprio casaco e se
lança p ou outro lado, ou seja, casos em q o ser ou coisa n tem origem ou
origina-se a si mesmo num ciclo interminável... O mestre de jogo, assim, pode fazer
c q os Herdeiros apareçam do nada e a “qq momento” em discos-voadores tanto p
salvar o dia quanto p acabar c a raça dos personagens dos jogadores por serem
os irresponsáveis q geralmente são, “quase sempre” nessa ordem, tipo:
“Fábio, o q vc faz?”
“Lanço bola de fogo em geral,
mestre!”
“Tem ctz?”
“Eu já disse: BOLA. DE.
FOGO!!!”
“Fábio, vc vê de relance surgir
na frente da janela a nave do ‘ET, telefone, minha ksa’.”
“(Oh no...) acho q
mudei de ideia... em vez das bolas de fogo eu pergunto educadamente ‘quem diabos
está batendo na porta a essa hora da noite?!’”).
O leitor perspicaz já terá imaginado algumas repercussões, mtas das quais eu desenvolverei na parte da resenha q cobre os narcisistas. Aqui quero apenas deixar a pergunta “como os saltadores e os próprios narcisistas lidam c o conhecimento de q a história universal está determinada?” e variantes do tipo “pq suar e sangrar, morrer – ou mesmo nascer! – no proverbial teatro de tolos de Hamlet, ou melhor, nessa mera apresentação de marionetes (e quem serão os titereiros? Há quem diga q até mesmo os Herdeiros precisam seguir o roteiro).
Seria o mundo de Continuum um “conto narrado por um idiota, cheio de som e de fúria, significando nada”? Seria assim a vida real?
Por ora, nos contentemos em saber q as possíveis respostas seguem na linha dos já mencionados temas rebelião, conformismo, ilusão, autoilusão e outros mais.
Um Convite p Dança
Entre os dois extremos dos intermédios
(os humanos não saltadores) e dos Herdeiros, encontram-se os saltadores de
salto 1 a 5, lutando contra os narcisistas, jogando o Grande Jogo e realizando
mais um sem-número de tarefas. Devemos falar deles agora, começando c a
questão: como surge essa gente? A resposta é bem simples – eles são convidados
p dançar. É sério. Está escrito assim mesmo lá no livro.
NA PARTE 4: Um convite p Dança – mas e a música?

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